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Cemitério Vivo
Cemitério Vivo

Cemitério Vivo (1989)

Ficar morto pode ser a melhor opção.

3.3
1h 43minTerror1989

Details

  • DirectorMary Lambert
  • CountryUnited States of America
  • Languageen
  • ReleaseApril 21, 1989

Cast

  • Dale Midkiff
    Dale Midkiff
    Louis Creed
  • Fred Gwynne
    Fred Gwynne
    Jud Crandall
  • Denise Crosby
    Denise Crosby
    Rachel Creed
  • Brad Greenquist
    Brad Greenquist
    Victor Pascow
  • Michael Lombard
    Michael Lombard
    Irwin Goldman

Storyline

A família Creed acaba de se mudar da cidade para o campo. A casa é perfeita, mas eles descobrem rapidamente que a estrada diante da casa é percorrida regularmente por camiões a alta velocidade, sem qualquer precaução, e que atrás da casa existe um estranho e sinistro cemitério de animais, onde as crianças da zona enterram os seus amiguinhos, muitos deles atropelados na estrada. Mas pior do que tudo isso é o misterioso lugar que se situa mais atrás, isolado, e onde ninguém vai e de que ninguém fala: um lugar onde os índios sepultavam os seus mortos até que o solo revelou um mal mais tenebroso e mais cruel do que qualquer outro.

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Reviews

Reviews(1)

Filipe Manuel Neto
Filipe Manuel Neto18 janv. 2021
3/5

**Não é particularmente bom, mas os fãs de King vão provavelmente querer ver.** Apesar de a sua escrita ser geralmente brilhante, nem todos os contos de Stephen King são de facto apelativos e interessantes. Como sucede com todos os autores, há obras menores no meio da sua escrita e *Pet Sematary* provavelmente é uma delas. Mesmo assim, isso não impediu que fossem feitas três adaptações para o cinema. Este filme, de meados dos anos Oitenta, é a primeira dessas adaptações e, a meu ver, a mais fiel ao conto original. É um filme mediano, que não nos desilude, mas que está longe de ser realmente bom. O roteiro segue com algum cuidado a história de King: a família Creed acaba de se mudar para uma casa no campo de modo a abandonar a rotina ‘stressante’ da vida urbana, mas a casa fica junto de uma estrada com bastante movimento de camiões pesados, que circulam a alta velocidade e sem grande cuidado. De imediato, travam amizade com o vizinho do outro lado da estrada, um idoso viúvo chamado Jud. É ele que, quando inquirido a respeito de um carreiro que contorna a casa, lhes apresenta o Cemitério de Animais, onde as crianças da zona enterram os animais de estimação, muitos deles vítimas de atropelamento na estrada. Semanas depois, quando Louis Creed tenta salvar a vida de um jovem que lhe morre nas mãos após um acidente, é avisado pelo espírito do jovem de que ele, bem como a sua família, correm perigo. De facto, atrás da casa e perto do Cemitério de Animais, situa-se um antigo lugar sagrado onde os índios sepultavam os seus mortos, mas que foi abandonado quando se tornou um lugar amaldiçoado. Um lugar onde não se deve ir, e onde o solo pedregoso oculta uma força cruel. Geralmente, gostei do filme e da história, mesmo sendo consideravelmente mais fraca do que muito material que já vi, e que também tem por base os contos deste autor. A ideia do cemitério de animais parece-me mais ternurenta do que ameaçadora, é uma forma de manter viva a memória dos animais que amamos em vida. Além disso, como o próprio filme revela com o tempo, todo o horror não vem desse cemitério, mas de outro, mais antigo e mais isolado. O filme tem ainda alguns problemas de ritmo dado que gasta os primeiros 45 minutos em diálogos, idas e vindas, sem chegar a construir personagens sólidas com esse esforço. Com efeito, se excluirmos Louis Creed, Jud e — surpreendentemente — o gato, o resto das personagens limita-se ao mais básico e não nos permite grandes análises psicológicas. E aquele sentimento de culpa que Rachel Creed carrega devido à morte da irmã é algo que está a mais no filme e não serve de grande coisa para a história que é contada pois também não nos ajuda a gostar da personagem. O elenco não é brilhante, mas faz um trabalho geralmente satisfatório. Dale Midkiff foi muito bom no papel de Louis e Denise Crosby é ternurenta como a mãe de família, mas Fred Gwynne vai mais longe e realmente consegue, com este filme, um dos trabalhos mais notáveis da carreira que, de resto, viria a encerrar poucos anos depois. Brad Greenquist deu vida ao fantasma, mas se a personagem não foi particularmente interessante o mesmo pode dizer-se do trabalho dele. Dirigido por Mary Lambert, é um filme morno, irregular, com um elenco algo preguiçoso e que padece da cinematografia desbotada, de baixo contraste e geralmente feia que pegou de estaca nos filmes da década de Oitenta. Os efeitos visuais e sonoros não são brilhantes, e os cenários, e figurinos, também não são particularmente surpreendentes, estando mais ou menos dentro do que podíamos esperar. As coisas melhoram muito quando o gato volta, e daqui em diante tudo se torna mais palatável, mais ousado e mais violento visualmente. A banda sonora não fica no ouvido mas conta com uma boa música incidental.

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