Project Hail Mary não é, de todo, o meu tipo de filme, pois ficção científica é um dos géneros que menos me puxa (só perde para romance e musical) e só fui ver este porque o meu irmão queria muito e porque as críticas estavam bastante positivas, mas posso dizer que acabei por ter uma experiência melhor do que esperava.
A história acompanha Grace, um cientista, interpretado por Ryan Gosling, que acorda numa nave espacial sem perceber como lá chegou. A partir daí, o filme vai alternando entre o presente e flashbacks que nos ajudam a perceber quem ele é e como foi parar àquela missão de tentar salvar o nosso sol.
O início é intrigante pois a curiosidade em torno da missão do protagonista acaba por envolver-nos facilmente. O problema é que o filme recorre demasiado aos flashbacks. Eles são importantes, mas surgem em momentos que quebram o ritmo. Estamos em cenas interessantes no espaço e, de repente, a cena corta para o passado. Senti que isso tirou impacto a vários momentos. Com menos flashbacks e talvez menos meia hora de duração, Project Hail Mary ganharia muito.
O segundo ato é mais lento. Não chega a ser aborrecido, mas também nunca me agarrou totalmente. É aqui que entra o Rocky, uma criatura alienígena, e confesso que a fase inicial dessa interação se arrasta um pouco. Demora até o filme mostrar realmente o que quer entregar com essa relação. Mas quando essa ligação entre o Grace e o Rocky começa a ganhar forma, é aí que a narrativa nos agarra.
Gostei mesmo muito do visual do Rocky. É uma criatura estranha, quase como uma pedra com tentáculos, sem expressões e mesmo assim consegue transmitir emoção. E esse é o mérito do filme, pois a amizade improvável entre duas criaturas completamente diferentes, é o que realmente me prendeu.
Aliás, sinto que o argumento devia ter apostado ainda mais nisso e ido mais longe. Se cortassem parte dos flashbacks e dessem mais espaço a essa conexão, o impacto emocional seria ainda maior.
No fim, Project Hail Mary é uma proposta interessante, com coração, que acerta mais quando se foca nas emoções do que na explicação científica. Mesmo não sendo o meu género, conseguiu entreter-me e até envolver-me em certos momentos. Para quem gosta de ficção científica, acredito mesmo que esta obra seja obrigatória de ser apreciada e até consigo ver o filme a ser nomeado aos Oscars. Para mim, não é algo que vá rever e nem entrará na minha lista de filmes favoritos, mas foram duas horas e meia bem passadas.
Rafael Martins16 avr. 2026
Existem experiências que nos pegam totalmente de surpresa. Tecnicamente o filme é impecável e tudo se encaixa da melhor forma possível. A direção de fotografia e a trilha sonora trabalham juntas para criar uma beleza visual absurda, que se torna o grande diferencial do longa junto com a excelente atuação de Ryan Gosling.
Eu esperava uma ficção científica de deslumbramento e recebi uma narrativa forte sobre sacrifício e propósito. O filme me atingiu em lugares inesperados. Ele entrega uma montanha-russa de emoções que despertou desde arrepios genuínos até uma emoção que há algum tempo eu não sentia no cinema.
O longa sugere que a crença em si mesmo tem seus limites e que a verdadeira evolução ocorre através da colaboração. Encontrar um aliado que compartilha do mesmo propósito, mesmo vindo de mundos diferentes, é o que torna o impossível realizável. A dinâmica entre Grace e Rocky funciona como o motor emocional da história e estabelece um novo padrão para o conceito de amizade no cinema.
A humanidade é capaz de ultrapassar qualquer limite se houver cooperação. As escolhas feitas por Grace e Rocky demonstram exatamente isso. Superar a barreira das diferenças é o real caminho para a prosperidade universal. É uma pena que a nossa própria realidade ainda pareça estar há milênios de distância dessa evolução.
Que filme INCRÍVEL!
Um sentimento tão bom, ir ao cinema e assistir algo tão lindo, bem construído, que diverte, emociona. Um sentimento de que valeu a pena sabe?!
Ryan Gosling entregando uma atuação impecável, emocionante, tão incrível como todas que ele sempre entrega, mas essa… SUPEROU TODAS AS EXPECTATIVAS.
Um filme que te faz rir, chorar, se emocionar e admirar tudo que acontece. E sim, se você for emocionado com tudo que assiste (como eu) vai se emocionar com uma pedra. Rocky não é só uma pedra, ele traz algo tão significativo com ele, tão importante. Cada fala dele, vem com um peso enorme, mas muito bonito.
Vale a pena ver cada segundo desse filme.
A pena que não passa
Estou com uma tristeza por ter visto o filme na telinha em casa. Não, eu não assisti _Project Hail Mary no cinema. E é exatamente essa a pena.
Que filme, meus amigos. Que filme! Ver o Ryland Grace tentando salvar a Terra e fazendo amizade com o Rocky numa tela gigante seria sensacional, com aquele som, aquele silêncio da sala quando tudo dá errado... devia ser uma experiência. E eu perdi.
Andy Weir é sensacional. Assisti o Perdido em Marte, devorei _Artemis_ em ingles, pois acabei de comprar a colecao dos livros. O cara transforma ciência em aventura, desespero em esperança, e ainda te faz rir no meio do apocalipse. Gênio.
Fica aqui meu lamento oficial por não ter visto o Grace e o Rocky brilhando no cinema como mereciam. Mas fica também a promessa: na próxima missão do Andy Weir, seja livro ou filme, eu estarei na primeira fila. Popcorn na mão, coração aberto, pronto pra decolar.
Já estou esperando o próximo projeto. Por favor, Andy, não demora.