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Turning Red - Estranhamente Vermelho
Turning Red - Estranhamente Vermelho

Turning Red - Estranhamente Vermelho (2022)

Crescer é animalesco.

3.7
1h 47minAnimação / Família / Comédia / Fantasia2022

Details

  • DirectorDomee Shi
  • CountryUnited States of America
  • Languageen
  • ReleaseMarch 10, 2022

Cast

  • Rosalie Chiang
    Rosalie Chiang
    Meilin Lee (voice)
  • Sandra Oh
    Sandra Oh
    Ming (voice)
  • Ava Morse
    Ava Morse
    Miriam (voice)
  • Hyein Park
    Hyein Park
    Abby (voice)
  • Maitreyi Ramakrishnan
    Maitreyi Ramakrishnan
    Priya (voice)

Storyline

Mei Lee, uma menina de 13 anos, dividida entre continuar a sera filha responsável e o caos da adolescência. A sua mãe protetora eaté mesmo um pouco arrogante, Ming, nunca está longe da sua filha - uma realidade para a adolescente. E como se a mudança dosseus interesses, relacionamentos e corpo não fossemosuficiente, sempre que fica muito entusiasmada (que é praticamente sempre), transforma-se num panda vermelho gigante!

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Reviews

Reviews(1)

Filipe Manuel Neto
Filipe Manuel Neto15 oct. 2023
3/5

**A Pixar descobriu o anime e procura conquistar as bilheteiras orientais.** Eu tinha algumas expectativas relativamente a este filme. Não sei exactamente o que é que eu esperava, mas acho que todos compreenderão se disser que o filme tem a assinatura da Disney e da Pixar, dois estúdios com um invejável currículo de sucessos. Porém, mal o filme terminou, eu senti que não era exactamente o público-alvo deste filme: homem, acima de trinta anos, europeu, sem grande relação com a cultura ‘pop’ ou o mundo anime. O filme acompanha uma jovem adolescente, filha de pais chineses, numa experiência um pouco catártica em que se transforma num simpático panda-vermelho. O filme centra-se nesta transformação e transforma-a numa metáfora de uma transformação chamada puberdade, numa descoberta da própria individualidade e da própria autonomia, muito particularmente no que diz respeito à relação com os pais. O filme é bom, mas o tema é… complicado. Se é absolutamente verdade que a maioria das meninas adolescentes se vai rever nalgumas das peripécias que Mei vivencia, não é menos verdade que muitos pais e tutores vão encarar o tema com desconforto e levantar algumas objecções quanto a uma certa “apologia da rebeldia” que o filme sugere. Numa nota positiva, foi a primeira vez que vi um filme animado e dirigido ao público juvenil abordar a menstruação sem rodeios. Os diálogos continuam a insistir, contudo, naquele estereótipo da adolescente em pânico e da mãe perturbada com o momento e insistindo na ideia de que, agora, a sua filha é uma mulher. Isso é estúpido e transmite ideias que não estão correctas: uma mulher é-o desde antes do seu nascimento, do ponto de vista biológico, e torna-se mulher do ponto de vista psicológico e social muito depois da sua primeira menstruação, quando passa a ter idade e maturidade suficientes para tomar as suas decisões (o mesmo é válido para homens, com as devidas ressalvas). Em adição a estes problemas, a trama parece-me um pouco incipiente, caminhando por percursos que são bastante óbvios, optando por soluções previsíveis e criando personagens básicas. Eu até podia falar, ainda, da quantidade de estereótipos sobre chineses e orientais presentes neste filme… mas será que eu preciso de falar nisso? O melhor do filme são as animações e a extraordinária qualidade dos desenhos e efeitos. A Pixar não deixa cair a oportunidade de defender os seus talentos e a sua reputação no domínio da animação digital e oferece-nos um festim para os olhos, com um realismo e uma atenção aos detalhes que dificilmente encontra paralelo e que nos faz pensar muito na forma como a tecnologia evoluiu em pouquíssimos anos: “Toy Story” ainda nem tem trinta anos e já parece um pouco datado quando comparado a este filme! Um problema apenas: eu não sou fã, nem um pouco, de anime. Acho que é um tipo de animação muito estilizada, excessiva, exagerada. Infelizmente, este filme adopta demasiados elementos que são importados do anime. Vejam-se os olhos, as bocas exageradamente grandes, as mudanças repentinas de pose ou atitude das personagens… não dá para estar com um pé em dois mundos ao mesmo tempo.

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