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A Odisseia
A Odisseia

A Odisseia (2026)

Desafia os deuses.

4
2h 53minAventura / Ação / Fantasia2026

Details

  • DirectorChristopher Nolan
  • CountryUnited Kingdom, United States of America
  • Languageen
  • ReleaseJuly 15, 2026

Cast

  • Matt Damon
    Matt Damon
    Odysseus
  • Tom Holland
    Tom Holland
    Telemachus
  • Anne Hathaway
    Anne Hathaway
    Penelope
  • Robert Pattinson
    Robert Pattinson
    Antinous
  • Himesh Patel
    Himesh Patel
    Eurylochus

Storyline

Após o fim da Guerra de Troia, Ulisses, o lendário rei de Ítaca, embarca numa longa e perigosa viagem de regresso a casa. Durante dez anos de provações, enfrenta a fúria dos deuses e cruza-se com figuras míticas como o ciclope Polifemo, as sereias e a feiticeira Circe. Determinado a sobreviver, tenta voltar para junto da esposa, Penélope, e do filho, Telémaco, e recuperar o seu reino.

Trailer

Reviews

Reviews(1)

Pedro Quintão
Pedro Quintão19 juil. 2026
5/5

Antes de mais, tenho de admitir que fui ver The Odyssey (2026) com expectativas surpreendentemente baixas. Tudo aquilo que tinha visto antes da estreia, desde o elenco bastante norte-americano, ou as imagens que andavam a correr as redes sociais e pareciam mostrar um péssimo guarda-roupa, fizeram-me acreditar que Christopher Nolan iria falhar com este filme. Felizmente, enganei-me por completo, tal como aconteceu recentemente com Backrooms (outro filme que esperava não gostar). Saí da sala completamente rendido, pois não só é o meu filme favorito de 2026, como acredito sinceramente que será muito difícil aparecer outro capaz de o ultrapassar. Baseado na obra de Homero, o filme acompanha Ulisses na longa viagem de regresso a Ítaca depois da Guerra de Troia. Pelo caminho enfrenta monstros, deuses, tentações e desafios que colocam constantemente à prova a sua inteligência, coragem e humanidade. Eu gosto dos trabalhos do Christopher Nolan, mas nunca o coloquei no topo dos meus realizadores favoritos. Adoro The Prestige (2006), gosto muito de Interstellar (2014) e tenho de revisitar Inception (2010). Para mim, The Odyssey é o verdadeiro magnum opus da carreira dele. É um filme que consegue juntar espetáculo, emoção e ambição sem sacrificar nenhum destes elementos. Tudo funciona de um modo harmonioso aqui: a narrativa exige alguma atenção, mas nunca tenta ser complexa apenas para parecer inteligente. É uma história não linear em alguns momentos, mas perfeitamente acessível para quem estiver minimamente atento (contudo, aposto que foi um desafio impossível para a jovem à minha frente que passou a sessão inteira a ver vídeos no TikTok). As personagens têm presença sólida (até mesmo as mais secundárias) , o argumento prende-nos do início ao fim e existe um equilíbrio raro entre momentos épicos, sequências de enorme tensão e cenas mais emocionantes. É literalmente uma odisseia que nos envolve e nos arrasta por inúmeros momentos que vão marcar a história do cinema, nem que seja pela referências artísticas e visuais, ou pelas atuações brutais por parte de elenco que marcam diversas cenas. Posso dizer que foi daqueles filmes que não me saiu da cabeça quando terminou, levando-me a permanecer até ao último segundo dos créditos. Não porque não tinha alguma cena pós-créditos a expandir o filme para um universo cinematográfico, mas porque simplesmente queria permanecer mais um pouco naquele mundo de The Odyssey, a ouvir a música do Travis Scott, que resulta surpreendentemente bem, e a processar tudo aquilo que tinha acabado de ver. Num panorama técnico, fiquei completamente rendido. A realização é extraordinária, mas aquilo que mais me impressionou foi o trabalho de som. A edição sonora é absolutamente assombrosa e merece, sem qualquer dúvida, vencer o Oscar. A cena do Ciclope na gruta é um exemplo perfeito disso, pois foi uma das experiências sonoras mais impressionantes que já vivi numa sala de cinema. Não posso terminar a minha opinião sem enfatizar que adorei a forma como Christopher Nolan privilegiou a utilização de efeitos práticos sempre que possível. Não tenho nada contra CGI quando é realmente necessário, pois para filmes como Avatar ou Star Wars, é uma tecnologia que ajuda a elevar os filmes para uma qualidade superior. O problema é quando passa a substituir tudo como acontece com 95% dos filmes atuais de grandes estúdios, principalmente com os da Marvel, em que tudo é filmado diante de uma aborrecida tela verde e o cenário é inserido digitalmente. No caso de The Odyssey sente-se exatamente o contrário. Há uma enorme preocupação em construir cenários, utilizar efeitos práticos e recorrer ao digital apenas quando não existe outra solução. É assim que, para mim, os grandes blockbusters deveriam ser feitos.É todo este rigor a técnico que tenho mencionado, que fazem com que diversas cenas fiquem gravadas na memória, como o momento do Ciclope, que já referi anteriormente. Quando a Circe surge com um banquete suspeito. Ou a cena dos gigantes que é absolutamente épica e transmite uma escala impressionante. Mas o mais curioso é que o filme nunca vive apenas destes momentos de espetáculo, pois trabalha por nos marcar através da emoção, do silêncio, e do tempo que nos dá para respirar e criar uma ligação emocional com as personagens. E é precisamente isso que falta a tantos blockbusters atuais. Como tenho vindo a dar a entender, fiquei muito impressionado com o elenco. Todos entregam interpretações fortíssimas, mas Anne Hathaway merece um destaque especial. Para mim, apresenta uma das melhores interpretações da sua carreira e acredito sinceramente que tem tudo para vencer o Oscar de Melhor Atriz. Em suma, The Odyssey é épico em todos os sentidos, foram três horas que passaram num instante. Dei por mim a olhar várias vezes para o relógio, mas não porque estivesse cansado ou à espera que acabasse, mas exatamente pelo contrário. Não queria que o filme terminasse. Estava completamente imerso naquela história. Desde The Substance (2024) que não saía de uma sala de cinema com esta sensação. É daqueles filmes que nos marcam e que nos fazem querer voltar para uma segunda sessão. O meu único arrependimento foi não o ter visto em IMAX, porque merece ser visto no maior ecrã possível. Para mim, The Odyssey é uma obra-prima. Um raro 10/10. Não é apenas o melhor filme de Christopher Nolan, como também, sem qualquer dúvida, o melhor filme de 2026 e será muito difícil aparecer outro capaz de lhe roubar esse lugar. Numa realidade em que praticamente todos os blockbusters existem apenas para criar franchises, vender merchandising ou preparar sequelas, em troca de perderem a alma, tal como abdicarem da capacidade de nos fazerem sonhar e emocionar como acontecia em tantos filmes das décadas de 80, 90 e início dos anos 2000. The Odyssey recupera essa essência. É cinema épico no verdadeiro sentido da palavra.

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