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victor damião17 mai 2026
"Criaturas Extraordinariamente Brilhantes" é um filme delicado e emocionalmente generoso, que usa a improvável amizade entre uma viúva marcada pelo luto, um jovem em busca de pertencimento e um polvo de inteligência quase poética para falar sobre dor, solidão e cura sem recorrer ao sentimentalismo fácil. Sua maior força está em transformar uma premissa curiosa em uma reflexão humana sobre como a verdade, o afeto e os encontros inesperados podem devolver sentido a vidas aparentemente paralisadas. Marcellus, o polvo, funciona não apenas como elemento encantador da trama, mas como símbolo de percepção, liberdade e conexão, enxergando aquilo que os personagens humanos não conseguem admitir. Embora a história caminhe por revelações familiares bastante emocionais, seu impacto vem menos do mistério e mais da forma como mostra que o luto não desaparece, mas pode ser acolhido quando compartilhado. O filme se destaca por sua sensibilidade ao lembrar que mesmo criaturas feridas, solitárias ou deslocadas ainda podem ser extraordinariamente brilhantes quando encontram alguém capaz de vê-las de verdade.
Bem emocionante, minha nota é 8/10.
Disponível na Netflix.