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A Última Casa
A Última Casa

A Última Casa (2026)

Uma família misteriosamente aprisionada na própria casa tem de unir forças para sobreviver à escassez de recursos.

3.4
1h 50minTerror / Ficção científica / Thriller2026

Details

  • DirectorLouis Leterrier
  • CountryUnited States of America
  • Languageen
  • ReleaseAugust 6, 2026

Cast

  • Greta Lee
    Greta Lee
    Ann
  • Wagner Moura
    Wagner Moura
    Jason
  • Riley Chung
    Riley Chung
    Ruth (8 Years Old)
  • Noah Alexander Sosnowski
    Noah Alexander Sosnowski
    Graham (12 Years Old)
  • Emma Ho
    Emma Ho
    Ruth (13 Years Old)

Storyline

Uma família misteriosamente aprisionada na própria casa tem de unir forças para sobreviver à escassez de recursos... e à sinistra força que a mantém cativa.

Trailer

Where to Watch

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Reviews

Reviews(2)

Mateus Ferreira
Mateus Ferreira11 août 2026
3/5

O filme tem uma premissa muito boa, mas a duração do filme acabou por deixa-lo um pouco entediante. O mistério não foi muito bem trabalhado, sem contar que a realidade que a família estava passando não batia com o comportamento deles dentro da casa. O risco constante de morrer por conta da fome, sem contar com a dúvida do que estava lá fora. Só isso é mais do que suficiente para causar, no mínimo, um surto. Gostei, mas achei meio "sei lá..."

Thiago Thomas
Thiago Thomas18 août 2026
3/5

# A casa mudou. A família, nem tanto. **⚠️ SPOILERS DE THE LAST HOUSE** *The Last House* me interessou muito mais quando era, simplesmente, um filme sobre uma família presa dentro de casa tentando sobreviver. A premissa é simples: por algum motivo relacionado à água, essa família não consegue mais sair. A partir daí, precisam sobreviver com o que têm — controlar comida, negociar recursos, se comunicar com os vizinhos por placas, estabelecer regras, manter alguma rotina sem saber o que está acontecendo lá fora. É quando o filme abraça essa simplicidade que ele mais funciona pra mim. A diferença entre as casas também ajuda bastante. Enquanto a família do Wagner Moura tem comida para meses, os vizinhos não tiveram a mesma sorte. E "sorte" virou uma palavra importante nessa história. Durante boa parte do filme, o personagem dele ocupa naturalmente o lugar de quem mantém tudo funcionando — improvisa, decide, resolve. Existe mérito nisso. Mas em determinado momento a personagem da Greta Lee confronta essa percepção: não foi só ele que manteve todo mundo vivo. Eles tiveram sorte. Muita sorte. Comida suficiente, uma rachadura que permitiu contato com o exterior, terra, sementes, animais por perto — uma sequência de circunstâncias que permitiu que aquelas pessoas continuassem vivas. Competência importa. As decisões deles importam. Mas sobreviver não significa que você foi melhor que quem não conseguiu. > **Às vezes você só estava na casa certa.** Acho essa uma das ideias mais interessantes que o filme levanta. O problema é que o filme parece muito mais interessado na **engenharia dessa sobrevivência do que na psicologia dela.** Existe um salto temporal de cinco anos, e eu acredito completamente que cinco anos passaram por aquela casa: o espaço muda, a infraestrutura cresce, os cômodos ganham novas funções, existem sistemas e plantações, os personagens envelhecem fisicamente. > **A casa parece ter passado cinco anos confinada. A família, nem tanto.** Existem momentos de irritabilidade e instabilidade, mas emocionalmente aquelas pessoas continuam muito próximas das que conhecemos no começo. Os conflitos continuam funcionais demais: existe um problema, eles discutem, tentam resolver, seguem em frente. Faltou o peso psicológico desses cinco anos — ressentimento, desesperança, perda de intimidade, alguma transformação mais profunda nas relações. A casa muda porque precisa sobreviver. Eu queria sentir que as pessoas dentro dela também precisaram mudar. Essa ausência pesa mais porque, quando você prende uma família numa única casa, sobram poucas fontes de tensão: os recursos, as pessoas e o que existe lá fora. O filme trabalha muito bem os recursos. Trabalha pouco as pessoas. E deixa o que está lá fora ganhar importância tarde demais. Durante boa parte do filme, a ameaça externa funciona justamente porque não conseguimos entendê-la — sombras, vislumbres, gente aparecendo do lado de fora, a possibilidade de algo alienígena. O desconhecido é intrigante, às vezes assustador. Só que o filme eventualmente precisa responder à própria pergunta, e a resposta é uma criatura marítima com comportamentos diferentes, comunicação, alguma dimensão emocional — capaz de atacar, mas também de poupar. Meu problema não é a criatura ser uma criatura do mar; é o peso que ela recebe depois de tão pouca construção. > **O problema não é finalmente mostrar o monstro. É dar tanto peso a algo que recebeu tão pouca construção.** Talvez eu preferisse que o filme nunca mostrasse completamente o que existia lá fora — não porque a criatura revelada seja ruim, mas porque aquilo que eu não conseguia compreender era mais interessante do que a explicação que recebi. O final amplia essa sensação. Durante praticamente todo o filme, entendemos o apocalipse numa escala minúscula — uma casa, um quintal, uma rua, alguns vizinhos. Então saímos dali e encontramos prédios enormes submersos. Visualmente é uma imagem forte, mas minha primeira reação foi: **Como chegamos aqui?** Não que seja impossível geograficamente — talvez aquela casa estivesse mesmo numa região mais elevada. O problema é que eu nunca senti essa transformação do mundo acontecendo. Passamos de uma compreensão microscópica do desastre pra uma imagem gigantesca das consequências sem acompanhar o caminho entre as duas coisas. Wagner Moura e Greta Lee funcionam muito bem dentro do que recebem. Ainda sinto que parte da expressividade que o Wagner tem atuando em português se perde quando ele atua em inglês, mas ele continua um ator muito bom. No fim, não é um filme que odiei — muito pelo contrário. Gostei bastante de partes dele, principalmente da família tentando transformar uma casa comum num lugar onde ainda seria possível existir. Gostei da engenharia da sobrevivência. Só queria que o filme tivesse explorado com a mesma força a psicologia dela. **A casa passou cinco anos sendo transformada pelo apocalipse. Eu só queria ter sentido essa mesma transformação nas pessoas que estavam dentro dela.**

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